terça-feira, 23 de novembro de 2010

Walt Disney disse...

“E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las. Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução. Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis. Decidi ver cada noite como um mistério a resolver. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz. Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar. Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido. Deixei de me importar com quem ganha ou perde. Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.

Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir. Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de”amigo”.Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente. Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais. Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.”

domingo, 14 de novembro de 2010

Desejos.

Eu sempre me pergunto, porque é que eu entrego o meu coração à pessoas que não o merecem? Parece que todo cara que eu conheço é uma perda de tempo. A única coisa que eu quero é ser amada de verdade. Não ser passada pra trás ou viver um amor que sofra constantemente com as dúvidas. Eu quero um amor que não seja escravo do medo, eu quero um amor livre de cobranças. Eu quero amar hoje, sem pensar no amanhã. O hoje é o agora, e o amanhã pode ser muito tarde. Eu quero alguém que conheça os meus defeitos, e que mesmo assim me ame. Eu quero alguém que me entenda com um só olhar.
Eu quero que isso não seja perfeito, porque tudo que é bom demais sempre acaba. Eu quero que seja imprevisível, eu quero que seja apenas possível. Eu quero alguém que só queira a mim, que só pense em mim. Talvez num Mundo como o de hoje, onde a traição é tão comum, isso pareça impossível, mais eu não deixo de acreditar que esse cara exista. E assim que eu encontrar esse cara e nossos olhares se cruzarem, eu e ele vamos saber que a nossa espera acabou, e o amor verdadeiro enfim chegou.

domingo, 31 de outubro de 2010

Xadrez do Amor

O jogo de xadrez consiste em um jogo de muito
raciocínio lógico, paciência, criatividade e perspicácia. Cada jogador tem sua vez de jogar e o parceiro fica a espera da jogada. A aplicação deste jogo no amor consiste em utilizar no relacionamento as características do xadrez.
Inicialmente, o raciocínio deve ser priorizado, ou seja, ser racional no relacionamento evita arrependimentos de atitudes cometidas no calor da emoção. Raciocinar sobre o que está acontecendo é uma das chaves para o sucesso do relacionamento. Daí o porquê de pessoas racionais terem relacionamentos mais duradouros.
Paciência é uma característica que advém do raciocínio. O racional percebe que ser paciente e tolerante é a melhor atitude a ser tomada, pois ninguém é perfeito, todos têm suas "imperfeições", enxergar estas "imperfeições" individuais como insignificantes, ajuda a tornar a relação pacífica, sadia e duradoura.
A criatividade ajuda a sairmos das "saias justas", faz com que as situações difíceis sejam contornadas de forma inteligente, como por exemplo, fazer com que um relacionamento apagado pegue fogo novamente, e, por consequência, deixe a relação mais agradável.
A perspicácia também é uma das chaves de um bom relacionamento. Perceber o que se passa com o parceiro, o que está acontecendo na relação ou o que provavelmente o parceiro está pensando evita que a relação se torne um barco furado e afunde. Isto porque evitam-se conflitos e facilita-se a comunicação entre ambos.
Esperar o parceiro jogar é fundamental. Não se pode jogar duas vezes, deve-se esperar a vez do parceiro. O mesmo deve ocorrer no relacionamento. Se ele não telefona, não ligue para ele, a não ser que seja sua vez. Se ele não fala que gosta de você, ou que te adora ou que te ama, não fale também. Se o fizer, não diga novamente até que ele diga. Se ele não te da carinho após você ter acariciado-o, não retorne a fazê-lo até que ele o faça.
Esse é um ótimo termômetro da relação. Enquanto ambos estiverem retribuindo tudo, a relação vai bem. Tratar a relação como jogo pode chocar, mas se a vida é um jogo, por que não o amor?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pieces

Ganhei uma peça frágil, muito frágil, mas era tão bela e única. Encantadora.  Por isso sempre tive um cuidado especial com ela e a guardava longe de qualquer contato. Queria mantê-la inteira. Acho que faria qualquer coisa para preservá-la.
Porém um dia senti falta de observá-la e tocá-la. Decidi, então, tirá-la do lugar. Um acidente aconteceu. Foi passando tão devagar e mesmo assim o tempo foi pouco. Não consegui segurar. Ela foi escorregando pelas minhas mãos. Escorregou mais um pouco. Foi o tempo de piscar os olhos e ela havia se transformado em vários cacos. Eu chorei. Podia ser apenas mais um objeto sem valor aparente, mas esse era diferente. Definitivamente especial. Talvez ninguém entenda o quanto significava para mim.
Posso tentar juntar tudo e colar. Só que mesmo que consiga, ficará cheia de falhas, coisa que nunca achei que seria possível. Se pudesse voltar um pouco no tempo, teria feito algo diferente. Queria poder reverter a situação e evitar essa dor que sinto agora.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Propósitos, padrões

"-Para tudo no mundo há um propósito, porque sem propósito não há significado. E o significado está no padrão. Noite e dia, homem e mulher, caçador e presa, as estações, as marés! Todos têm um padrão! As estrelas têm um padrão. O sol segue um padrão, a lua segue um padrão, mas os dois padrões são diferentes, e o mundo está sendo partido em dois. - Ele apontou para o mar. - Alguns padrões seguem o sol; outros a lua. As colheitas vêm e são cortadas com o sol, mas as marés seguem a lua. Por quê?"



Stonehenge
Bernard Cornwell

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Le rêve est réalité"

Toda noite, antes de pegar no sono, penso nas coisas que gostaria que acontecessem. E por mais que faça isso todos os dias, os meus desejos não de diferem muito.
Queria ganhar um beijo de boa noite e dormir abraçada com você, ouvindo você sussurrar "Boa noite, minha Belinha". Acordar e ainda sentir seu corpo junto do meu. Levantar e preparar um café da manhã e levá-lo até o quarto para você. Te encher de beijinhos e palavras doces para que você acorde com um sorriso no rosto.
Depois de levantar, nos vestirmos e arrumar a casa, saíriamos. Faríamos nossa caminhada matinal de mãos dadas. Compraríamos água de coco e sentaríamos na areia. Não haveria palavras trocadas entre nós, só o som dos pássaros, das pessoas passando pela rua, da água batendo nas pedras ali perto. Ficaríamos observando o ir e vir das ondas, nos amando em silêncio. De vez em quando trocaríamos olhares e sorrisos, mas ainda em silêncio.
Todas as variações dos meus desejos se enquadram em querer estar com você. Perto, muito perto. E um dia, finalmente, o sonho será realidade. Eu amo você.

domingo, 19 de setembro de 2010

Stonehenge

Segunda parte
O Templo das Sombras
Capítulo 9

"...e então Saban viu quem estava sentada do outro lado da fogueira mais distante do salão e seu mundo mudou.
 Foi um momento em que seu coração parou de bater, em que o mundo e todos os seus ruídos - a chuva na palha, as vozes ásperas, os estalos da madeira queimando, as notas aéreas da flauta e a pulsação dos tambores - desapareceram. Tudo ficou suspenso naquele momento, como se não restasse nada além dele próprio e da garota de manto branco sentada numa plataforma de madeira na extremidade mais distante do salão.
 A princípio, quando a vislumbrou através da fumaça em redemoinho, Saban achou que ela não poderia ser humana, de tão limpa. Seu manto era branco e enfeitado com losangos brilhantes, e o cabelo caía numa cascata de ouro luminoso para emoldurar um rosto que era o mais pálido e o mais lindo que ele já vira. Sentiu um jorro de culpa com relação a Derrewyn, um jorro que foi varrido para longe enquanto olhava para a garota. Olhou e olhou, imóvel, como se tivesse sido acertado por uma flecha semelhante a que havia tremulado ao crepúsculo para matar seu pai. Não comeu, recusou a bebida que Camaban lhe ofereceu, simplesmente ficou olhando através da fumaça para a garota etérea que parecia pairar acima da festa ruidosa. Ela não comia, não bebia, não falava, só ficava ali, entronizada como uma deusa.
 A voz áspera de Camaban soou no ouvido de Saban:
- O nome dela é Aurenna, e é uma deusa. É a noiva de Erek, e esta festa é para lhe dar as boas vindas ao povoado. Não é linda? Quando falar com ela, você deve se ajoelhar. Mas se tocá-la, irmão, você morrerá. Se ao menos sonhar em tocá-la, morrerá.
- Ela é a noiva do sol?
- E vai queimar em menos de três luas. É assim que as noivas do sol se casam. Pulam numa fogueira na beira do mar. Banha chiando e ossos estalando. Chamas e gritos. Ela morre. Esse é o propósito dela. Por isso ela vive, para morrer. Então não a encare como um bezerro idiota, porque não pode tê-la. Encontre uma escrava para fornicar porque, se tocar em Aurenna, você morre.
 Mas Saban não conseguia afastar os olhos da noiva do sol. Valeria a pena morrer, pensou imprudente, só para tocar aquela garota dourada. Achou que ela teria 14 ou 15 verões, a mesma idade dele, uma noiva perfeita, e de repente Saban foi atacado por um enorme sentimento de perda. Primeiro Derrewyn, e agora esta garota. Será que Miyac, a filha de Haragg, havia presidido uma festa como essa? Será que era tão linda assim? E será que algum rapaz havia olhado para ela com desejo antes que ela fosse para as chamas na beira do mar?"


"[...]
- Já começaram a empilhar a fogueira - disse Haragg, enojado.
- Kereval me contou que este ano vão fazer a fogueira maior - disse Camaban. - Querem garantir que esta garota morra depressa. - O vento levantava seu cabelo e chacoalhava os pequenos ossos amarrados às franjas da túnica. Ele olhou para Saban. - A garota é despida dentro do círculo, depois espera até que o sol toque o mar, quando deve andar pela avenida de pedras e saltar nas chamas. Eu assisti no ano passado - continuou -, e a garota se amedrontou. Tentou pular direto através do fogo. - Ele riu da lembrança. - Que morte ela teve!
- Então elas não vão por livre vontade? - perguntou Saban.
- Algumas vão - respondeu Haragg. - Minha filha foi. - Agora o grandalhão estava chorando. - Ela caminhou para o marido como uma noiva deve caminhar e sorria a cada passo do caminho.
 Saban estremeceu. Olhou para a borda do penhasco e tentou imaginar a filha de Haragg pisando na fogueira acesa. Ouviu seu grito, viu seu cabelo comprido flamejar mais luminoso que o sol com quem iria se casar e de repente sentiu vontade de chorar por Aurenna. Não podia afastar o rosto dela dos pensamentos."

Bernard Cornwell